28 setembro 2008

Eis uma sequência feliz de acontecimentos

Magnifico jantar de flores, jornada matinal de consumo com a minha mãe, almoço no Nicola (já quase me esquecera de como gosto de lá ir...), ida à Luz com bonita vitória do Glorioso na segunda parte do derby, tendo por companhia os do costume, e finalmente sessão convivo em Alvalade com os mesmos!

26 setembro 2008

Jantar alusivo

Hoje decorrá um jantar de flores para brindar à nossa mentora.
A Hortelã fez uma sobremesa e até Daphne estará presente para parabenizar a Tulipa.
É uma cena mesmo à séria.

Tulipa dear

happy, happy birthday…

25 setembro 2008

a gig at your yard


Evocando os meus belgas favoritos a cantar um clássico, com o alto patrocínio de C.& T., que estavam presentes…mas não os consigo identificar.
Relembrando que o meu quintal estará sempre disponível para estes rapazes…para o tio Nick C., para o Jens Lekman e claro para o Thom Yorke!

24 setembro 2008

ao grupo excursionista “ vamos à Islândia um destes dias”

O cavalo voador islandês. Para Daphne em particular…que podia começar a tratar do planeamento, logística e operações.
Ah e só serão admitidos excursionistas que tenham lido, na integra, esse magnifico relato da saga islandesa, Gente independente do grande Halldór Laxness.

23 setembro 2008

Aquilo que gostava mesmo (13)

Ir de viagem com a Papoila à cidade-grande.
Isso é que era!

Desabafos sentidos…da série cenas que me encanitam naqueles de quem gostamos

Ausência de generosidade.

22 setembro 2008

Cromo da bola (6)

Comentário ao jogo de hoje? Não...este Benfas deixa-me atónita e não quero parecer injusta com esta equipa em construção.
Mas não resisto a uma simples observação sobre Quique, ele é provavelmente o único treinador no mundo, a quem o fatinho de treino fica bem! Podemos ainda não ter equipa, mas treinador garboso, confiante e determinado temos!
E isso por ora, vai ter de bastar!

La jetée

de Chris Marker. Um filme é um filme é um filme.
E disse eu que ontem apanhei uma sova. O que vale é que vem um ciclo do John Carpenter.

21 setembro 2008

John Cassavetes

Shadows (1959)
Faces (1968)
A woman under the influence (1974)
Começei. Seguindo a cronologia, a preceito.
Depois deste último sinto que levei uma sova.

Homens que não gostaria de ter como irmãos (33)

Philip Seymour Hoffman.
Porque grandes fraquinhos por geniais actores louros arruivados não se discutem!

Gostar de Lobo Antunes (2)

Gosto de José Eduardo Agualusa, por exemplo. Acho que é um homem que tem muito talento. Tem uma coisa rara em Portugal: tem muito sentido de humor a escrever.
E depois é agradável olhar para ele porque é bonito.
É um homem de uma simpatia e de uma modéstia muito grandes. Gosto muito dele.
António Lobo Antunes @ LER.05.08

20 setembro 2008

Aquilo que gostava mesmo (12)

Ir até Serralves para ver a exposição dedicada a Manoel de Oliveira.
E vou.

19 setembro 2008

hummm

Julen 2008 tycker Blossa att vi ska dricka glögg med smak av blåbär och ton av kryddnejlika. Inte säker på att det är jul med blåbär men så här säger Blossa själva om årets smak ”De blåröda bären från våra nordiska skogar skänker värme i juletider. Servera glöggen varm upphälld i ett glas som gör den vackra färgen rättvisa. Njut av en gammal tradition i modern tappning”.

Shadow of a doubt

A leitura permite mandar os outros à fava.

Aqui linkado para a minha super-tia.

18 setembro 2008

Outono

Daqui a nada vou ali, ao outro lado, ver Outono no seu esplendor!

Para hoje preparei esta cantiga....

Una notte a Napoli
Con la luna ed il mare
Ho incontrato un angelo
Che non poteva più volar

Una notte a Napoli
Delle stelle si scordò
E anche senza ali
In cielo mi portò

Una notte a Napoli @ Pink Martini

17 setembro 2008

Novidade

Diz que regressa em Outubro.

16 setembro 2008

Angústias da época (1)

Estou com queda sazonal de cabelo… não gosto e receio pela perda de volume da minha já não tão vasta cabeleira! Pergunto que produtos utilizarão Nuno Gomes e mesmo Pablito Aimar, para ostentarem, em qualquer estação, tão bonitos cabelos?

15 setembro 2008

Offret

de Andrei Tarkovsky.
Para além de todos os outros sítios que não consigo nomear este filme levou-me a Ingmar Bergman. Pelo actor Erland Josephson e, claro, por ser falado em sueco e ter uma paisagem a condizer. Mas esta será apenas a maneira mais superficial de o explicar. O que me levou a Bergman foram outras coisas: Erland Josephson representa um actor que o deixou de ser, que se saturou da palavra e que a família julga doente, tal como Liv Ullmann e a sua personagem em Persona, e, perante esta importância dada à palavra, fui levada a Ordet de Carl T. Dreyer, onde a palavra se transcende e é elevada a outro plano. Também Ordet nos interiores, no quarto da criança, na janela, na cama, num espelho, num plano fixo.
Mas também fui levada por Tarkovsky a Tarkovsky, até a Ivanovo detstvo, pela distância que separa a realidade destas duas crianças mas pela grande importância que ambas têm (e ambas desaparecem), pelas árvores, aqui coloridas.
Chega de palavras. Destas.

14 setembro 2008

De homem para homem

Beatriz Batarda em monólogo e em desmultiplicação de personagens, no teatro A cornucópia. Das três vezes que já a vi em palco esta foi a que mais gostei.
(mas a sua personagem em Noite escura de João Canijo é a que vou guardar na memória)

11 setembro 2008

Versão não oficial (2)


Radiohead (ou pelo menos parte deles) num cover de The rip dos Portishead.
Para partilhar com Daphne e com as outras miúdas.

10 setembro 2008

A arquitectura não é referendável

Foi a frase da noite de ontem, de Nuno Teotónio Pereira, já perto do fim da discussão pública sobre o edifício do Largo do Rato.
A discussão pública foi anunciada aqui e, como é óbvio, aqui.
As vozes dissonantes que promoveram uma petição não compareceram.
(pena)

Efeméride

Assinalar o assinalável.

Auxiliares de crescimento (24)

BJÖRN BORG. No tempo em que queria ser tenista, loura e sueca!
Agora....só quero ser sueca e ter uma summer cottage no arquipélago em Estocolmo!


09 setembro 2008

Surpresa da rentrée….

Com alguma estranheza (dado os exemplares em questão e só por isso!) percebi que a maioria dos do serviço foram à festa do Avante, não só assistiram aos concertos, como também ao discurso do líder…de repente fui eleita representante da ala direita e conservadora no escritório!
E eu que nem tenho um modelito adequado a essa categoria…

Falar do tempo

Falar do tempo é uma coisa a que se recorre quando a conversa murcha como as violetas. Pronto, já falei (o tempo está óptimo).

Fernando Assis Pacheco

07 setembro 2008

Cinemateca versus Motel x

sábado
Written on the wind de Douglas Sirk.
E pela primeira vez achei que o filme que vi não era o mesmo de que João Benard da Costa falava na respectiva folha da Cinemateca.

domingo
Sheitan de Kim Chapiron.
E parece que arranjei uma parceira para ver estes filmes!

05 setembro 2008

How to be a domestic Goddess

Tulipa e Hortelã, estou finalmente a usar esta bíblia da mulher moderna, que vocês gentilmente me ofereceram. Nigella é óptima, muito clara e prática!

Valeriana, as poppy seeds são aqui utilizadas… adiciono a qualquer receita ainda não domino bem é a quantidade e tenho duvidas quanto a possíveis efeitos secundários!

04 setembro 2008

O Quê-ó literário

Não posso deixar de encontrar alguma graça nisto.
O meu ponto de situação é semelhante: setecentas lidas e quinhentas por ler. Agora em pausa, entre o livro um e o livro dois. Retomo pelo Natal (que tal como Setembro pode ser uma força de expressão). Entretanto já estou noutra.

03 setembro 2008

Slow hands


dos Interpol.
Gosto à séria destes rapazes.

02 setembro 2008

Miúdas como nós (16)

Naomi Watts. Nunca a vi num mau filme, de David Lynch a David Cronenberg. À parte dos suspiros e gritinhos que tanto me exasperaram, tenho de tirar o chapéu a esta miúda que, vá-se lá saber com que motivação, produziu Funny games US de Michael Haneke e ainda se sujeitou a interpretar o papel principal.

01 setembro 2008

Homens que não gostaria de ter como irmãos (32)

Sting. Afinal sempre foi o responsável pelo meu primeiro David Lynch em cinema à séria.
(e a minha vida nunca mais foi a mesma. Com a S., numa matiné, será que ela também se lembra?)

Fim-de-festa

Acabou-se.
boiar sem norte, o vento na pele, ler até à náusea

30 agosto 2008

Esperando a germinação...

Sementes de papoila.

28 agosto 2008

Fora de tempo


27 agosto 2008

E no intervalo do repeat anterior…

o Melpo Mene em I adore You

Em repeat

26 agosto 2008

Em carne viva


25 agosto 2008

Cromo da bola (5)

Hesitei escrever sobre o início do campeonato…mas lá percebi ser imperioso (!) este post de apoio aos rapazes do SLB que ontem, quase se perderam no nevoeiro de Vila do Conde.
Não entendo benfiquistas que na primeira contrariedade já acham que o campeonato acabou e já caminham cabisbaixos temendo o próximo jogo! Corações ao alto, as papoilas sabem o que têm a fazer!

Auxiliares de Crescimento (23)

La piovra. A luta permanente do Comissário Conrado Cattani para travar os tentáculos da máfia siciliana. Rude golpe, a sua morte, no episodio mais triste a que assisti.

Miúdas como nós (15)

Blanka Vlasic. Provavelmente a mais elegante atleta destes jogos, a que quer saltar mais alto. Foi medalha de prata, a prova obvia que o ouro nem sempre premeia os melhores!

21 agosto 2008

Três medalhas, três!

Para a grande nação benfiquista!
E sim.. gloriosamente facciosa, parcial e pouco isenta no que concerne a estes assuntos!
Se estivesse em casa, num qualquer porto europeu amigável, acreditaria sem reservas na possibilidade de uma conversa esclarecedora (quantas maravilhas os médicos não prometem a esse respeito), mas aqui ninguém acredita em nada. Os anjos são demasiado fortes e caminham com pés invulneráveis, mas os homens não querem pedir nada a ninguém, não sabemos ao certo qual é o ponto vulnerável dos outros, talvez seja o nosso? E assim se espalha o silêncio. A esta propagação do silêncio chamamos «endurecer»...
Morte na Pérsia de Annemarie Schwarzenbach

20 agosto 2008

Agosto

A pastelaria Versailles está fechada para obras.
«Mas as minhas cidades chamam-se Constantinopla, Alepo, Bagdade, Persépolis. E depois vieram ainda os caminhos sem nome, as montanhas sem nome e este lugar, por nós baptizado de «o vale feliz».
Por aqui todas as esperanças são supérfluas. É certo que se encontra sempre gente disposta a escalar o Evereste e a pôr em jogo a própria vida por esta ambição absurda. Mas mais absurdo ainda seria eu deixar-me convencer hoje ou amanhã a montar uma mula e a fazer o longo e árduo caminho até Abala. Eles querem pôr a vida em jogo, mas recuperam-na com alegria redobrada quando regressam felizes, ainda que o cume do Evereste não seja mais do que um objectivo que impõem a si próprios como forma de consolo e de incitação...»
Morte na Pérsia de Annemarie Schwarzenbach

18 agosto 2008

Eis então a minha hipótese final: se fosse (Frank) Gehry a construir o Motel Bates, combinando directamente a velha casa da mãe e o motel moderno de um só piso, de modo a formar uma identidade híbrida, não teria havido necessidade de Norman matar as suas vítimas, pois teria ficado aliviado da tensão insuportável que o impelia a correr entre as duas casas. Teria um terceiro lugar de mediação entre os dois extremos.
Slavoj Žižek em Lacrimae Rerum sobre Psico de Alfred Hitchcock

Compreendo o que Slavoj Žižek quer dizer, mas acho a escolha de Gehry completamente ao lado. Se a Gehry fosse dada a hipótese de construir o Motel Bates, a Norman só poderíamos desculpar todos os seus crimes.

17-18 graus Celsius

Com temperaturas da água no Atlântico neste intervalo torna-se difícil brincar aos golfinhos e aos jogos olímpicos!

17 agosto 2008

O universo de Kieślowski é um universo gnóstico, um universo ainda não completamente formado, criado por um Deus idiota, perverso e confuso, que estragou a obra da Criação, produzindo um mundo imperfeito e tentando depois salvar o que pudesse ser salvo com novas tentativas sucessivas.(...) Esta ideia de universos imperfeitos múltiplos pode ser vista em dois níveis na obra de Kieślowski: (1) o carácter atamancado da realidade descrita nos seus filmes, e as tentativas repetidas subsequentes para (re)criar uma nova, melhor que a anterior; (2) no que respeita ao próprio Kieślowski como autor, também observamos as tentativas repetidas de contar a mesma história de um modo ligeiramente alterado (...). Nesta rescrita eternamente repetida, nunca se dá o «ponto de remate», nunca há uma versão final, a obra nunca está acabada e nunca é de facto posta em circulação, entregue pelo autor ao grande Outro do Público.
Slavoj Žižek em Lacrimae Rerum, sobre Krzysztof Kieślowski

16 agosto 2008

Tchékhov escrevia livros tristes para pessoas alegres; quero dizer com isto que só um leitor com sentido de humor será capaz de sentir a fundo a tristeza deles. Há escritores que emitem um som intermédio entre o riso abafado e o bocejo - muitos deles, a propósito, são humoristas profissionais. A outros, por exemplo a Dickens, sai uma coisa intermédia da risada e do soluço.(...)O humor do Tchékhov é alheio a isso tudo; é um humor puramente tchékhoviano. O mundo, para ele, é cómico e triste ao mesmo tempo, e sem repararmos na sua comicidade não compreenderemos a sua tristeza, porque são inseparéveis.
Vladimir Nabokov no perfácio do volume I dos Contos de Anton Tchékhov

Os talismãs da morte

Depois dos sete volumes de aventuras do aprendiz de feiticeiro, J.K. Rowling encerra a saga, à bruta, com um capítulo intítulado ''Dezanove anos depois''. Não me chega o Voldemort ter morrido, aquilo que quero mesmo são as aventuras desses 19 anos que agora foram deixados em branco.

08 agosto 2008

Hoje apontaram uma arma à minha amiga A. que é gerente de uma dependência bancária. Isto não tem justificação possivel.

06 agosto 2008

Cromo da bola (4)

Estará o Califa reaberto para o tradicional sumo de laranja ( 2 laranjas, se faz favor) acompanhado de croquete (se não houver pode ser um Chaves) e rematado com cafezinho, para o jogo de apresentação com o Feyenoord? Começo a ficar em cuidados com estas obras que parecem ser eternas. Ou serão só saudades do sr. Diniz?? Não consigo conceber uma ida à bola sem paragem no Califa.

05 agosto 2008

Auxiliares de crescimento (22)


A minha tia. Este sim um auxiliar de crescimento especial e aglutinador.
Ela é irmã do meu pai mas só tem mais 14 anos que eu. Quando nasci ela era adolescente, tinha namorado e um grupo de amigos (grupo que se mantém até hoje).
Às vezes ia-me buscar ao colégio. Às vezes pintava a aguarela comigo e outras vezes ensinava-me canções.
Foi nas férias que passámos juntas que me ensinou a escrever postais. Nos primeiros apenas o nome (tentando não ocupar tudo) mais tarde, cartas. Avós e outras tias os receberam. E este foi hábito que se me colou anos a fio.
Quando calhava passar uma temporada em casa dos meus avós ela transformava o quarto em qualquer coisa especial para nós duas. Uma das vezes habitámos a redacção da ‘Patada’ e éramos os repórteres especiais Donald e Peninha.
Os primeiros cromos autocolantes que tive foram d’Os Marretas, ela iniciou a colecção e ofereceu-ma.
Li todos os Asterix e Lucky Luke que ela tinha no quarto (em minha casa era mais Blake e Mortimer, Capitão Fantasma ou Flash Gordon – guardei-os para mais tarde).
Brinquei com as bonecas que já estavam guardadas e com uma cozinha provavelmente comprada no Bazar Bebé.
Ela era monitora numa colónia de férias e eu morria de ciúmes dos miúdos que passavam o dia com ela.
Herdei todos os seus livros de quadradinhos. Um caixote cheio de versões brasileiras (as que eu mais gostava).
Herdei os cinco e os sete que lhe sobravam por ter reunido a sua colecção à do namorado.
Herdei as bonecas-de-recortar (com o nome escrito a lápis nas costas).
Tudo o que ela fazia eu tentava imitar: pintar frascos, fazer almofadas, escrever com letra bonita e direitinha. Teve sempre paciência para me ensinar e para me ajudar a fazer as coisas nas quais eu tinha mais dificuldades.
Houve uma fase em que lhe perguntava insistentemente quando se casaria: eu, que não tinha irmãos, queria primos! Demorei quase tanto para ser prima como o meu pai para ter uma irmã: tinha 16 anos quando nasceu a Ana T. e 24 quando nasceu a Ana R. O que me resta dizer é que elas são verdadeiramente sortudas com a mãe que lhes calhou.
( e fica sempre muito para dizer e muito abraços por dar)

04 agosto 2008

Encontros ao Chiado (1)

Com Daphne, num fim de tarde destes...
Parámos numa esplanada, e bebemos delicadamente um copo de vinho branco, meio rasca, mas fresquinho, como se quer nesta altura estival.
Conversámos...
Temo que ela nunca será uma de nós, e que a intenção de escrever neste blog, não passe de uma promessa vã.

03 agosto 2008

Gostar de António Lobo Antunes (1)

"... Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto..."

Da crónica As Mulheres têm os fios desligados, na Visão.

01 agosto 2008

Encontros com outros blogs

Alcançados por intermédio de outros que leio assiduamente, ou não! A esta gloriosa pérola cheguei apor aqui.
E eu que me comovo por tudo e por nada, enterneci a ler isto e necessito de partilhar….

"...e vai acontecer o mesmo com o Rui Costa. aquela inteligência… foda-se, o Rui não perdeu nada com a idade; quase que me apetece dizer que ele dá esperança a todos os putos que querem jogar à bola e não são os mais rápidos, os mais fortes, pois mostra que a inteligência permite ir longe. o Rui Costa rebela-se contra a ditadura dos fortes – é uma força para a democracia."

Sometimes

de STEFAN BRÜGGEMANN (white neon, 2001)

Da série diálogos inverosímeis (2)

- Sabe, vamos ter de despedi-lo por excesso de atitude crítica.

- Ah, sim??

Da série diálogos inverosímeis (1)

- Sabes o que queríamos mesmo? Um não projecto….uma não intervenção, a contenção do nada fazer mas com leitura calma.

- Ah, sim??

31 julho 2008

Coevos

Un chien andalou de Luis Buñuel (1929).

À propos de Nice de Jean Vigo (1929-30).

As teias da Lygia

Duas Tteias e um video. Imperdível.

30 julho 2008

Ponto final

Enquanto me lembrar da sessão de câmara a que hoje assisti vou votar sempre em branco. Perdeu-se a oportunidade de fazer cidade e deu-se um voto claro à mediocridade.
Aos vereadores não pedimos que sejam excelências em tudo, pedimos que tenham a capacidade de se rodear por boas equipas pluridisciplinares. Pedimos que estejam bem informados, que saibam do que falam. Imagino que opinem sobre educação e saúde com a mesma leviandade com que hoje os ouvi falar de arquitectura. A diferença foi marcada por uma figura com a qual nem simpatizo: Manuel Salgado foi o mais sóbrio e de discurso mais objectivo, mesmo não sendo o único arquitecto na sessão.
Por vezes os vereadores recorrem à ironia e até fazem umas piadolas. Mas até isto é fraquinho. Na realidade se fosse para ter piada preferia votar no Manuel João Vieira. Esse tem verdadeira piada e é isso que dele se espera.

29 julho 2008

A tragédia da Rua das Flores (ponto de situação)

A Genoveva é um bocadinho pega e já todos nós percebemos que o Victor tem idade para ser seu filho.

Alguém já o disse, mas vou repetir…

Deixem Quique Flores trabalhar!

28 julho 2008

Carmensita


de Devendra Banhart. Com Natalie Portman enquanto princesa Carmensita.
Não consigo deixar de sorrir perante tamanho desvario Bollywoodano.

27 julho 2008

Tenho andado a pensar no mesmo.

Homens que não gostaria de ter como irmãos (31)


Erlend Øye, pela Noruega.
Porque a melancolia nórdica tomou conta de mim, depois do concerto dos Kings of Convenience.
Porque ninguém improvisa como Erlend, e sobretudo, ninguém mexe as ancas assim!
Ah, e porque tem a versão perfeita de Last Christmas.

23 julho 2008

Não pretendo que as miúdas do escritório corram para casa para ler a Madame Bovary (a qual discutiríamos na hora do café), na verdade acho-as mais felizes assim e, parecendo que não, poupa-se em divórcios e angústias.
Aquilo que gostava era que não me obsequiassem com programinhas para ocupação de tempos mortos, como ver «o sexo e a cidade» ou beber caipirinhas. Para além de ser uma miúda de vinho (e dry martini) gosto de escolher o lixo que consumo e sem me arrastar em grupo para a actividade (dentro do género «Vão para o diabo sem mim, ou deixem-me ir sozinho para o diabo»).
Ana: continuo à espera que me emprestes o último Harry Potter.

Docinhos nórdicos.

Amanhã, às 22h no Parque da Cidadela, Kings of Convenience!

22 julho 2008

Auxiliares de crescimento (21)

A fada Sininho.
Ela tinha um pó-mágico que usava para fazer voar. Durante um tempo tentei fazer o mesmo usando açucar, não consegui e as formigas denunciaram-me. Ainda hoje penso que a causa do meu insucesso não era o açucar-pó-mágico mas o facto de eu não ser realmente uma fada.

A prova que este blog tem muito impacto no panorama futebolístico...

Depois do post de ontem sobre a dignidade na hora da despedida...vem João Vieira Pinto dizer que é tempo de deixar de jogar! Muito bem!

Tive um fraquinho por ele quando passou pelo Benfica e não gostei da forma como saiu do clube, mas tenho pena que ainda visivelmente ressentido evite falar das suas gloriosas épocas na Luz. Tudo bem, a bonita recordação dos 3-6 na saudosa época de 93/94 ficará para sempre!

E já agora, o agradecimento sentido à Hortelã e à Tulipa que tão bem me receberam nesse dia, reagindo muito bem ao resultado desfavorável de sua equipa....

21 julho 2008

Homens que não gostaria de ter como irmãos (30)

Leonard Cohen. Desde sábado à noite.
Papoila, acho que ainda não tinha sido suficientemente clara sobre o quanto gostei do concerto. Agora sim.

Este tipo encanita-me…da série tipos que sempre me encanitaram, muito embora reconheça que são bons naquilo que fazem.

Refiro-me a Figo, que acabo de ver na tv a dar uma ofegante entrevista sobre o eterno tema de "...só jogo mais esta época, estou tão cansado, mas vou conseguir com a ajuda e incentivo do mister."
Alguém que lhe diga que mais vale sair com dignidade do que arrastar-se nos relvados e ficar no banco a ver jogar! Tem tão bons exemplos de grandes jogadores da sua geração que souberam retirar-se em tempo certo!

"trees are people too"

18 julho 2008

Wenn ich kein geld habe um ein cello zu kaufen, werde ich deutsch lernen.

Aquilo que eu gostava mesmo (11)

Uns dias de descanso aqui, na casa vermelha flutuante Utter In, no lago Malaren, curiosamente na Suécia!
via soandso.

16 julho 2008

Makes me wanna die


de Tricky.
Em audição o novo Knowle West Boy, mas ainda nenhuma música se me entranhou. Como esta. Ou outras.

O senhor que se segue!

Leonard Cohen.
Caso J. encontre os bilhetes, que diz ter colocado em sitio seguro…

15 julho 2008

Andamos distraídas

Papoila citada em programa de rádio. Ah pois foi.

14 julho 2008

Auxiliares de crescimento (20)

Nas tardes de sábado, depois do almoço em família, em casa dos avós. No ZX Spectrum do avó, claro. Mas depois de ter visto WarGames no cinema passei a jogar com alguma parcimónia.
Um computador é um computador, é um computador.

A tragédia ilustrada

Não a nossa, que não é só uma, a do Eça. Ofereceu-me o meu avô, enquanto eu lhe tentava explicar que não sei como se ganha dinheiro com um blogue.

Aquilo que eu gostava mesmo (10)

Ir a Madrid ver os Grinderman.

13 julho 2008

Domingomania

Ouvir em repeat o með suð í eyrum við spilum endalaust dos sigur rós.

11 julho 2008

Porque estou meia aborrecida….

Acho que vou aqui à Susan Miller, saber o que me reservam os astros.

09 julho 2008

Options

Shortcut menus in drawing area

08 julho 2008

É impossível saber quando cairá o crepúsculo, impossível enumerar todos os casos em que o consolo se fará necessário. A vida não é um problema que possa resolver-se dividindo a luz pela escuridão ou os dias pelas noites, mas sim uma viagem imprevisível entre lugares que não existem.

Stig Dagerman, A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer

O Banco Vermelho


the steel bench that runs for 0,5Km through the Tanghe River Park | Qinhuangdao, China (Click aqui)

07 julho 2008

Preciso, mesmo de....

uma Cloud Chair para materializar a expressão fico nas nuvens quando …………!
by Lisa Widen via pan-dan

Homens que não gostaria de ter como irmãos (29)

Thom Yorke. Em vão tentei resistir…. Mas depois do grande concerto na clareira de Malahide Castle, era fatal, inevitável, obrigatório mesmo. Ninguém pode compor e cantar assim e ficar isento destas devoções.

Espero que agora o fenómeno onde quer que vá só ouço Radiohead amaine, embora tenha gostado muito de ver o rapaz carrancudo da casa de chá do meu bairro a cantar com determinação e sorriso o “True love waits”.


Cromo da bola (3)

Renovei o meu lugar cativo. Aguardo em serenidade o cachecol personalizado a que tenho direito.
Mantive o lugar Y atrás de uma baliza e de fácil acesso, espero que os 3 estarolas e o senhor silencioso conservem os seus postos.

Alteração de ultima hora…

Na ausência de dry martinis ficamos por deliciosas margaritas em esplanada ao fim de dia!

04 julho 2008

Opções 2008/09

(a) Casting para cheerleader do Glorioso;
(b) Casting para marchante de Santo António pelo bairro de Benfica.

Estudo atentamente os programas aliciantes das instituições em causa….

Dry Martini

Por mim o que estiver mais perto do teatro.

03 julho 2008

Rendi-me

À osteopatia e aos emplastros.
Voltei a ter as cervicais alinhadas (as possíveis, nas outras nem quero pensar).

02 julho 2008

Trouble in the Emerald island

At last!
Ja' era hora de acabarem com os optimismos economicos, com os crescimentos do PIB nunca antes vistos, com o quase desaparecimento do desemprego e com os cofres transbordantes do estado. Pela primeira vez em 25 anos o crescimento economico da Irlanda foi negativo. Agora, como explicar a uma geracao criada a brioches que tem de comer pao? Bem-vindos ao mundo real. Talvez assim encontrem os coracoes que se foram perdendo entre o optimismo, a abundancia e a certeza de um futuro risonho.

I feel Daisy…

Radiant and enchanting ….a sparkling floral bouquet with a fresh, spirit edge.
by Marc Jacobs

01 julho 2008

Homens que não gostaria de ter como irmãos ( 28)

Iker Casillas. Porque tenho um fraquinho por guarda - redes, porque beijou com gosto a Rainha Sofia e por apoio a esta bonita e comovente iniciativa da sua terra natal: "Calle de la madre que parió a Casillas"

O movimento de apoio afirma ser essencial prestar «homenagem à pessoa que fez com que se tornasse no melhor guarda-redes do mundo».


uma verdadeira bomba literária e moral

A Tragédia da Rua das Flores ou O Desastre da Travessa das Caldas ou Os Amores de um Lindo Moço, O Caso Atroz de Genoveva ou simplesmente Genoveva, é uma obra rascunhada e rudimentar do ponto de vista gramatical, formal e estilístico, que ficou esquecida durante cerca de cem anos e que o autor nunca chegou a corrigir.

Todavia, era, para Eça,

"o melhor e mais interessante que tenho escrito até hoje"

"uma verdadeira bomba literária e moral".