27 agosto 2009

Fisterra


Já me disseram que a gente que nasce e vive ao pé do mar é mais pura. Penso que o mar dá uma qualidade especial à fantasia, ao desejo e à confiança. É uma propriedade misteriosa do espírito, e por ela se aprende a nada esperar, a não desesperar de nada. Talvez seja isso a inocência. Talvez só no mar nos seja concedido morrer verdadeiramente, morrer como nenhum homem pode.

Os passos em volta , Herberto Hélder

4 comentários:

António P. disse...

Boa noite Papoila,
Belo poema e belo local.
E lá existe o cemitério onde gostaria de ficar um dia...longínquo.
Cumprimentos

Unknown disse...

Magnífico local. Gostei muito...

papoila disse...

Viva António, os pequenos cubos de granito que aparecem na imagem, são a primeira vista do Cemitério, quando a caminho do Cabo.
É um local assombroso, passamos por lá nas ferias de verão, voltarei a este tema! e o desejo é mais o menos o seu...Um beijo!

D., ainda bem que fomos e deixamos para trás Lugo à chuva!

António P. disse...

Viva Papoila,
Só agora é que ampliei a foto e verifiquei que estava lá o cemitério sobre o qual até já postei há uns anos. Já não me lembro é do nome do arquitecto.
Quando fui a Finisterra , vai para uns 5 6 anos, vi o cemitério da estrada de cima e não sabia o que era. Mais tarde é que pesquisei e soube.
Visita a repetir.
Beijos

uma verdadeira bomba literária e moral

A Tragédia da Rua das Flores ou O Desastre da Travessa das Caldas ou Os Amores de um Lindo Moço, O Caso Atroz de Genoveva ou simplesmente Genoveva, é uma obra rascunhada e rudimentar do ponto de vista gramatical, formal e estilístico, que ficou esquecida durante cerca de cem anos e que o autor nunca chegou a corrigir.

Todavia, era, para Eça,

"o melhor e mais interessante que tenho escrito até hoje"

"uma verdadeira bomba literária e moral".