11 dezembro 2008

Uma centena (2)

Parabéns a Manoel de Oliveira.
Depois da exposição de Serralves esperava ver na Cinemateca «O passado e o presente», mas tal não sucedeu.

Dreaming of a White Xmas

10 dezembro 2008

Andar a pé

Sobre o Andar a pé diz a Agustina Bessa-Luís no Dicionário Imperfeito:


Uma das coisas mais gratas ao estado pensante é o andar a pé no meio da gente. A fácil e sumária realidade que nos é contada através da janela de um automóvel induz-nos a uma depreciação sistemática dos factos. A figura e a imagem das coisas ficam reduzidas à sua percepção; e não entram no recinto próprio da distinção que, essa, é obra do conhecimento.

Quando perdemos o gosto da multidão é porque estamos velhos. Quando não achamos graça a andar a pé na rua, por atropelada que ela esteja, e até suja, e até povoada de gente suspeita, então é porque não pertencemos já número dos vivos. Isto pode acontecer em idade muito tenra, quando ainda usamos bibe e brincamos com bonecas. Há monstrozinhos de seis anos, que não consentem outra coisa senão o automóvel e crescem no isolamento sumário do seu pequeno privilégio.

Microfibra

Não percebo o entusiasmo com a microfibra perante a sua tão curta vida sem borboto.

Os astros....

Quando a Susan Miller falava de unexpected difficulties as you approach December 10, tinha razão, elas chegaram, embora fossem já esperadas.

Esperemos que quando ela diz A major promotion or job switch to a powerful, exciting new position should arrive just after the new moon December 27 tenha igualmente razão!

09 dezembro 2008

Höstsonaten

de Ingmar Bergman.
Uma implacável e inábil mãe, Charlotte Andergast, por Ingrid Bergman.
Porque quando não falamos é tudo muito mais difícil.
Porque quando falamos é tudo muito mais difícil.
Houvesse um manual para as relações humanas e seria um bestseller. Ou não.

08 dezembro 2008

I miss my mother

I want to bring her to India
And buy her
Gold and jewels
I want to hear her sigh
For the poor in the street
And marvel
At the unforgiving greyness
Of the Arabian Sea
She was right about everything
Including my foolish guitar
And where it got me
She would make sense of
The cotton flags
The sorrows of the port
The arches of the past
She'd pat my little head
And bless my dirty song

in «Book of longing» de Leonard Cohen
hoje era dia da Mãe, quando andava na primária (que hoje também já não é primária)

Cromo da bola (11)


via Encarnado e Branco.

Podia falar da nossa vitória na minha ilha contra a equipa do Alberto João, mas o resultado folgado já diz tudo.

06 dezembro 2008

London calling


com as Vonda nos pés e The Clash nos ouvidos.

05 dezembro 2008

Madrid revisitada (2)

O lago do Parque do Retiro.
(relembrem-me só o nome das árvores que estão à frente deste maravilhoso esguicho).

Madrid revisitada (1)

O Palácio de Cristal com um intervenção em mármore de Evaristo Bellotti.

SBS, segundo round

A Lykke Li. Mesmo quando em murmúrios incompreensíveis em cover dos Vampire Weekend.

E um enorme bem haja ao gentil LM.

04 dezembro 2008

Vonda

Chegaram pela mão da C. Elas e uma bola mágica novinha-por-estrear-sem-bolhas!

Perturbadas e perturbantes (8)

Agnes.
Harriet Andersson em «Viskningar och rop» de Ingmar Bergman ( 1972).

SBS, primeiro round

Vendedor nórdico (curioso! ou não!): El Perro Del Mar.
Mas com pena de não ter visto todo o concerto dos A Fine Frenzy.

Da arte do protestar

Surpresa. Indignação. Protesto verbal ameno com quem não decide. Protesto escrito em livro de reclamações. Protesto sentido em abordagem directa a quem decide. Assunto resolvido em segundos. Obrigada.

03 dezembro 2008

02 dezembro 2008

Ninãs madrileñas como nossotras (20)


Penélope Cruz. Sim, o assumir da total rendição a P, depois de anos de resistência! A única que pode usar argolas sem medo, a única que pode quase tudo…desde o Volver.

Dance Dance Dance em repeat



a Lykke Li e El Perro Del Mar

Christmas wishful thinking


Mixing bowls set by Nigella Lawson

uma verdadeira bomba literária e moral

A Tragédia da Rua das Flores ou O Desastre da Travessa das Caldas ou Os Amores de um Lindo Moço, O Caso Atroz de Genoveva ou simplesmente Genoveva, é uma obra rascunhada e rudimentar do ponto de vista gramatical, formal e estilístico, que ficou esquecida durante cerca de cem anos e que o autor nunca chegou a corrigir.

Todavia, era, para Eça,

"o melhor e mais interessante que tenho escrito até hoje"

"uma verdadeira bomba literária e moral".